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Uma narrativa multiplica-se no espaço.
Orientado por uma voz off, o sujeito vai percorrendo um caminho traçado na paisagem, criando relações espácio-temporais e descrevendo um lugar que apenas se torna possível através da leitura destas duas imagens.
Com pára, pára e marca este sítio pretende-se a exploração da composição formal, assim como da relação entre duas imagens, enfatizada pelo split-screen — a intersecção de imagens enquanto elemento potenciador da criação de sentidos.
O som estabelece um contraponto com a imagem, sendo também ele um personagem na acção. Foram utilizadas várias estratégias dentro da edição audiovisual, dando especial importância aos princípios estruturais que caracterizam a relação entre imagens num ecrã dividido.
contextualização
Este projecto surgiu na sequência do estudo e aprofundamento ao longo de um ano lectivo, na área de produção som e imagem, edição audiovisual. Inicialmente foi elaborado um trabalho teórico de mediação sobre o tema “A Narrativa – (des)construção da (des)construção”, seguido de um estudo de caso sobre o filme “Tarnation” de Jonathan Caouette, que resultou numa peça audiovisual. Ambos os trabalhos foram concebidos em grupo, juntamente com Joana Bernardo, Mariana Fernandes, Rui Silveira e Sara Cruz. Mais tarde veio juntar-se ao tema Teresa Nunes.
Na sequência deste percurso, surge o projecto de experimentação pára, pára e marca esse sítio, vertente individual do projecto anual.
projecto “Experimentação” // Tecnologias do Design Comunicação // 07/08 – 5º Ano // FBAUL
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Isaac Julien, Fantôme Afrique (2005) — home page
Stan Douglas and Gouglas Gordon, Double Vision — Dia:
William S. Burroughs, The Cut-Ups (1966) — The Cut-Ups
Ron Haselden, MFV Maureen (1975) — MFV Maureen
Peter Kennedy & Mike Parr, Flux Film 36 (1970) — \”Flux Film 36\”
Semisonic – Closing Time — youtube
Lev Manovich, WHAT IS DIGITAL CINEMA? — WHAT IS DIGITAL CINEMA? (text)
Cibo Matto – Sugar Water
Cibo Matto – Sugar Water (1996)
Video clip em split-screen, em que duas narrativas diferentes, uma em reverse e a outra em
tempo real se cruzam visualmente e temporalmente num determinado momento que dá o
sentido à narrativa
